As Siglas do Mundo BESS !

Desvendando o vocabulário técnico do armazenamento de energia

Num BESS, seja com células de LiFePO4, NMC, NCA, LCO ou LTO , o PCS opera em VSG sob comando do EMS, enquanto o BMS monitora SOC, DoD e SOH para habilitar carga/descarga e limitar potência. Em GFform, o PCS mantém VSG e o EMS ajusta SOC/DoD visando RTE; em GFollo, o PCS segue a rede e o BMS atualiza SOH a partir de ciclos de carga/descarga. Num BESS, a P é definida pelo setpoint do EMS e aplicada pelo PCS conforme limites do BMS (SOC, DoD, SOH), enquanto a Q é definida pelo controle de V/fator de potência do PCS para suporte de V na rede. A f é impactada pela variação de P (ΔP) e, em modos como VSG/GFform, o PCS pode contribuir com suporte de f via droop e VSG, ajustando P em resposta a Δf.

Dicionário de siglas e termos

  • BESS: Battery Energy Storage System; sistema de armazenamento de energia por baterias integrado à rede/carga.
  • LiFePO4: Lítio Ferro Fosfáto
  • NMC: Lítio Níquel Manganês Cobalto
  • NCA: Lítio Níqel Cobalto Alumínio
  • LCO : Óxido de Lítio Cobalto
  • LTO : Titanato de Lítio
  • PCS: Power Conversion System; conversor bidirecional que controla potência, tensão e corrente entre bateria e rede.
  • VSG: Virtual Synchronous Generator; controle que emula dinâmica de gerador síncrono (droop/inércia virtual).
  • EMS: Energy Management System; otimiza operação e define setpoints (ex.: P) conforme estratégia e restrições.
  • BMS: Battery Management System; monitora/protege a bateria e calcula SOC/SOH, impondo limites operacionais.
  • SOC: State of Charge; estado de carga (%) e energia disponível no instante.
  • DoD: Depth of Discharge; profundidade de descarga associada ao ciclo e à janela de operação.
  • SOH: State of Health; condição de envelhecimento (capacidade/potência/impedância) em relação ao estado novo.
  • GFform: Grid-Forming; modo em que o conversor forma referência de tensão/frequência para a rede/microrrede.
  • GFollo: Grid-Following; modo em que o conversor sincroniza com uma rede existente e injeta corrente/potência.
  • RTE: Round Trip Efficiency; eficiência do ciclo completo (energia entregue/energia absorvida).
  • P: potência ativa (W/kW/MW); componente que realiza trabalho/energia e influencia balanço de frequência.
  • Q: potência reativa (var/kvar/Mvar); componente associada ao controle de tensão e fluxo de reativos.
  • f: frequência elétrica (Hz); variável de estabilidade do sistema e alvo de serviços ancilares.
  • ΔP: variação de potência ativa; usada para descrever resposta transitória e controle de frequência.
  • ΔQ: variação de potência reativa; usada para descrever resposta de suporte/controle de tensão.
  • Δf: desvio de frequência; sinal de controle típico para droop e suporte de frequência.
  • V: tensão elétrica (V); variável de controle do PCS para suporte de tensão e definição do fluxo de Q.
  • I: corrente elétrica (A); grandeza controlada pelo PCS para injeção/absorção de P e Q, respeitando limites térmicos.

Flavio Marqueti – Engenheiro e Diretor Executivo da EVENERGY